Xô Uruca - ou melhor começar a assistir o PSN
Concordo em partes com o texto postado pelo Farias. Não pretendo ser um baluarte do cronismo esportivo, pois, como todos os pertencentes a este blog já sabem, não o sou. Não sou e nem mesmo posso me colocar como um observador crítico, distanciado - em que pese eu realmente me distancie das "mesas quadradas" de domingo - pois nem em acompanhar direito o que os Gaviões e Grandecasas andam falando por aí eu me preocupo. Mas voltando ao texto do Farias, ao lê-lo tive uma vontade irresistível de concordar com ele. Realmente acredito que o Ronaldinho jogue muito, o que pude comprovar baixando muitos vídeos de skills que pulululam nos sucessores do Napster para gravar um vCD para minha mama. Por que eu fiz isso a história é longa e não cabe aqui contar. Mas de fato, o dentuço jogador sabe o que faz com a redonda.
Agora, o que me motivou a escrever essas linhas não é o fato de simplesmente atestar e ratificar as palavras de Farias. O que, como todos sabem, eu dificilmente faço, pela minha famigerada postura de chato, ou virgem, como os senhores preferem. Acho mesmo que ainda falta uma Copa para Ronaldinho consagrar sua capacidade, mesmo após a eleição de melhor do mundo. O que pode acontecer, e esta é a aposta que mesmo o mais desconfiado faria, mas que também pode não acontecer. Em meu ver, a Copa atiça o brio de todos os jogadores, todos ambicionando serem Pelés eternos, com o perdão do trocadilho com o filme do craque da camisa 10. Não sei, não acredito que seja sempre o clima de "cerveja & pagode" que a Seleção teve na Copa das Confederações, não lembro se é este o nome do torneio, capitaneado exatamente pelo bom moço dos incisivos proeminentes. Sem teorias da conspiração, que cabem melhor ao Daniel, sempre penso que algum outro jogador do escrete canarinho pode "sabotar" o coroamento de Ronaldinho, já que estão lá reunidos, como lembrou Farias, titulares absolutos de qualquer seleção.
O que discordo veementemente, e posso estar errado justamente pela justificativa (ops!) dada no início deste texto, é que os cronistas esportivos da imprensa brasileira torçem o nariz para o craque Ronaldinho. Se limitarmos o rol à TV Globo, talvez, se bem que faz tempo que não vejo um jogo da seleção sem apertar o mute. Mas de resto, não, na, na, ni, na, não. O que vejo, e dificilmente paro para ler, é uma exaltação enorme ao jogador gaúcho. Capa da Carta Capital e Época, fotos e mais fotos na Veja, notinhas e mais notinhas em qualquer montante de papel que você compre nas bancas. Pode ser até justiça, mas para mim essa festa toda reveste-se daquele nacionalismo homeopático, como doses de 48 em 48 meses, que sempre encontra um vulto-da-pátria como símbolo, e ultimamente cada vez mais cedo e rapidamente. Romário & Bebeto já eram legais, mas o lugar no panteão foi dado só depois da Copa de 94, oras!
Para não me estender (com s ou x?) mais, o favoritismo do Brasil também me incomoda. Não sou de superstições, mas cada vez que penso em assistir alguma coisa relacionada ao esporte mundial, e zapeio até ESPN ou Sportv, está passando um documentário/programa/debate/reportagem/especial sobre a Seleção de que começava com Barbosa e acabava em Zizinho (e o choro do Maracanã em 50) ou então a sintonia de Sócrates & Cia. no torneio de 82. Como minha escolha de time também não tem sido das mais sortudas (mas vai virar com a eterna crença da culpa da "diretoria imcompetente" - sou bugrino e diretoria nova vem aí), Xô Uruca!!!

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