SURPRESAS
por André Monteiro
ESTA COPA ESTÁ MESMO cheia de surpresas. As péssimas para os brasi
leiros na semana passada, e as ótimas para o fã de futebol nesta rodada. Ontem a Argentina mostrou a que veio, num linda goleada construída coletivamente, orquestrada de perto pela vibração de Maradona, e contra um adversário que muitos disseram ser superior à Croácia que o Brasil enfrentou na terça. É esperar para ver o que uma seleção que a tempos sufoca uma emoção maior (ainda mais depois da derrota para o Brasil na Copa das Confederações) e que tem no banco duas armas que qualquer técnico iria querer (a não ser Parreira, talvez): os explêndidos Carlitos Tevez e Lionel Messi.
leiros na semana passada, e as ótimas para o fã de futebol nesta rodada. Ontem a Argentina mostrou a que veio, num linda goleada construída coletivamente, orquestrada de perto pela vibração de Maradona, e contra um adversário que muitos disseram ser superior à Croácia que o Brasil enfrentou na terça. É esperar para ver o que uma seleção que a tempos sufoca uma emoção maior (ainda mais depois da derrota para o Brasil na Copa das Confederações) e que tem no banco duas armas que qualquer técnico iria querer (a não ser Parreira, talvez): os explêndidos Carlitos Tevez e Lionel Messi.
DIANTE DA MINHA PREFERÊNCIA declarada pelos africanos, achei ótimo o empate de Angola contra os mexicanos, que muitos apontavam, junto com os checos, uma das possíveis surpresas do Mundial. Um país devastado por anos de guerra civil, com o maior número de minas terrestres em funcionamento, e com a maior população de mutilados de guerra, mereceu comemorar com júbilo o primeiro ponto marcado em Copas do Mundo. Vendo a partida ontem, não pude deixar de pensar que é realmente um milagre ver essa seleção em campo, junta, em despeito a todas as separações étnicas que ocorrem no país. "Campo Minado", um filme fraquinho que deve passar na Sessão da Tarde, é bom ao menos para mostrar a realidade dos angolanos. Indicação melhor é o excelente livro "Os Cus de Judas", de Lobo Antunes, uma lição de história e literatura. Em tempo -- o Brasil, em 1975, foi o primeiro país a reconhecer a independência dos angolanos.

1 Comments:
E para mim, uma das imagens mais emocionantes, por ora, é o rosto do Maradona vibrando com os gols da Argentina.
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